terça-feira, 29 de maio de 2012
O resgate de Augusto
O resgate de Augusto
Estava tudo preparado para o resgate de Augusto.
Toda a operação fora organizada pelo João do Riso, um palhaço atrevido que vivia da rebeldia da alegria.
A turma, ou melhor, a trupe era composta por fora da lei. Tinha a senhorita gargalhada, condenada outrora ao silêncio no presídio da solidão máxima, que ficava no “interior”. Hoje fugitiva, jura que nunca deixou de ser séria, mas que ironia...
Na linha de frente, aquela gente, não um batalhão e sim um bloco da alegria, procurado por viciar as pessoas contagiando-as uma por uma, até sua dependência.
Até morrer de rir...
Que engraçado!
O plano se resumia no seguinte: passar por cima da ponte depressão, burlar a barricada caótica, que ficava entre as ruas Sem Graça e a Mórbida. Entrar no beco das piadas, sem deixar para trás o bom senso, e mantendo o contato a todo momento com o bom-humor. Na descida da ladeira, com elegância e sem baixar a cabeça, passar direto pela frustração, sem zombar do desgosto. Logo adiante, se o telefone tocar, não atenda, não ligue para o mal-humor.
De frente com a solidão máxima, João do Riso convoca a alegria e a gargalhada anuncia nos megafones a liberdade de Augusto, dando fuga da tristeza e embarcando rumo ao bem estar, rindo para a vida, como o arco Iris sorrindo no céu.
Que felicidade crônica!
Crônica Mendes
Obs: Inspirado no poema Jornal da Amargura do Poeta Sérgio Vaz
Estava tudo preparado para o resgate de Augusto.
Toda a operação fora organizada pelo João do Riso, um palhaço atrevido que vivia da rebeldia da alegria.
A turma, ou melhor, a trupe era composta por fora da lei. Tinha a senhorita gargalhada, condenada outrora ao silêncio no presídio da solidão máxima, que ficava no “interior”. Hoje fugitiva, jura que nunca deixou de ser séria, mas que ironia...
Na linha de frente, aquela gente, não um batalhão e sim um bloco da alegria, procurado por viciar as pessoas contagiando-as uma por uma, até sua dependência.
Até morrer de rir...
Que engraçado!
O plano se resumia no seguinte: passar por cima da ponte depressão, burlar a barricada caótica, que ficava entre as ruas Sem Graça e a Mórbida. Entrar no beco das piadas, sem deixar para trás o bom senso, e mantendo o contato a todo momento com o bom-humor. Na descida da ladeira, com elegância e sem baixar a cabeça, passar direto pela frustração, sem zombar do desgosto. Logo adiante, se o telefone tocar, não atenda, não ligue para o mal-humor.
De frente com a solidão máxima, João do Riso convoca a alegria e a gargalhada anuncia nos megafones a liberdade de Augusto, dando fuga da tristeza e embarcando rumo ao bem estar, rindo para a vida, como o arco Iris sorrindo no céu.
Que felicidade crônica!
Crônica Mendes
Obs: Inspirado no poema Jornal da Amargura do Poeta Sérgio Vaz
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Saudade sincera

Saudade sincera
Que saudade do Mar, das cachoeiras, das trilhas que nos levam pra longe, onde a solidão não pode nos encontrar... Longe é este lugar.
Que saudade do barulho do vento fazendo a copa das árvores bailar, que saudade do silêncio e do cheiro das folhas, chão úmido e uma leve sensação de que ainda há muita vida pra se viver longe do concreto, das buzinas, dos palavrões, do trânsito e de tantas outras coisas que poderíamos passar um bom tempo citando... Mas deixa pra lá.
Que saudade do Mar.
Crônica Mendes
sábado, 26 de maio de 2012
As palavras tem sentimentos
Dizer Eu te amo é tão facil
como dificil é dizer Eu mentir.
Crônica Mendes
como dificil é dizer Eu mentir.
Crônica Mendes
quarta-feira, 23 de maio de 2012
"Sou uma criança e não entendo nada"
Crônica Mendes - Meu nome e sobrenome
Nasci no sertão baiano, filho de Isabel Mendes e Isabel Mendes. Cresci junto e na cidade grande, conheci São Jorge quando eu descobri que era gente. Desde então nunca mais nos separamos.
Conheci a guerra, sobrevivi até agora.
Descobri o que é a solidão e escrevi muito sobre isso.
Descobri o mundo e o mundo tentou me esconder, nas margens. Eu gritei, mandaram me calar e fui obrigado a saber o que é política, ainda com o subtítulo de "Boa vizinhança".
Conheci e descobri pessoas incríveis, fantásticas, belas, ímpares, únicas, sensatas, íntimas, cheias de defeitos, mas com muitas qualidades.
Não fiz nenhum amigo.
Já os encontrei feitos.
Ouvi dizer sobre o amor, escrevi sobre ele, cantei sobre ele, fiz tanto sobre eu e ele.
Até que conheci o amor em forma de meNina/mulher avante, livre, puro ou pura.
Brasileira, linda mente brasileira - brasileiramente linda.
Vivo cada segundo disso...
Sou compositor.
Sobre o que escrevo?
Sobre você quando chora, você quando ri, sobre eu quando choro. As vezes sobre nós todos de uma vez só - É tão intenso e mais emocionante quando a música ou a escrita feita de forma íntima toma proporções coletivas. Somos todos íntimos.
Sou um rapista.
Faço denúncia, acredito em soluções.
Faço crítica, acredito nas pessoas.
Canto aos corações turbulentos e inquietos - Faço da minha voz, a sua, quando estou nos palcos e agora mesmo. Eu poderia escrever sobre como eu comecei a fazer música, ou sobre meu grupo de rap "A Família", mas não quero fazer isso agora, depois eu respondo se for o caso. Neste momento eu quero apenas me entender melhor. Estou escrevendo o que está sendo criado em minha mente neste exato instante...
Tenho uma família, que por mais que às vezes fico longe, eu os amo como se fosse a primeira vez.
Tenho amigos que "não são fáceis de se gostar" mas são amigos e não têm culpa disso.
Tenho tantas músicas e a melhor é sempre a próxima.
Tenho espaço, tenho voz, tenho corpo, mente e alma.
E ainda quero mais.
Minha música é minha lingua, minha pátria é minha lingua.
Meu mundo é meu.
Meu dono sou eu.
Minha música já não é mais minha há tempos.
Minha vida, nunca foi minha, mas faço de tudo isso um instrumento de mudanças. Amanhã os frutos serão colhidos, e temos que semear o que de bom há em nós.
Deixe-me ir, o "agora" me espera.
Crônica Mendes
Nasci no sertão baiano, filho de Isabel Mendes e Isabel Mendes. Cresci junto e na cidade grande, conheci São Jorge quando eu descobri que era gente. Desde então nunca mais nos separamos.
Conheci a guerra, sobrevivi até agora.
Descobri o que é a solidão e escrevi muito sobre isso.
Descobri o mundo e o mundo tentou me esconder, nas margens. Eu gritei, mandaram me calar e fui obrigado a saber o que é política, ainda com o subtítulo de "Boa vizinhança".
Conheci e descobri pessoas incríveis, fantásticas, belas, ímpares, únicas, sensatas, íntimas, cheias de defeitos, mas com muitas qualidades.
Não fiz nenhum amigo.
Já os encontrei feitos.
Ouvi dizer sobre o amor, escrevi sobre ele, cantei sobre ele, fiz tanto sobre eu e ele.
Até que conheci o amor em forma de meNina/mulher avante, livre, puro ou pura.
Brasileira, linda mente brasileira - brasileiramente linda.
Vivo cada segundo disso...
Sou compositor.
Sobre o que escrevo?
Sobre você quando chora, você quando ri, sobre eu quando choro. As vezes sobre nós todos de uma vez só - É tão intenso e mais emocionante quando a música ou a escrita feita de forma íntima toma proporções coletivas. Somos todos íntimos.
Sou um rapista.
Faço denúncia, acredito em soluções.
Faço crítica, acredito nas pessoas.
Canto aos corações turbulentos e inquietos - Faço da minha voz, a sua, quando estou nos palcos e agora mesmo. Eu poderia escrever sobre como eu comecei a fazer música, ou sobre meu grupo de rap "A Família", mas não quero fazer isso agora, depois eu respondo se for o caso. Neste momento eu quero apenas me entender melhor. Estou escrevendo o que está sendo criado em minha mente neste exato instante...
Tenho uma família, que por mais que às vezes fico longe, eu os amo como se fosse a primeira vez.
Tenho amigos que "não são fáceis de se gostar" mas são amigos e não têm culpa disso.
Tenho tantas músicas e a melhor é sempre a próxima.
Tenho espaço, tenho voz, tenho corpo, mente e alma.
E ainda quero mais.
Minha música é minha lingua, minha pátria é minha lingua.
Meu mundo é meu.
Meu dono sou eu.
Minha música já não é mais minha há tempos.
Minha vida, nunca foi minha, mas faço de tudo isso um instrumento de mudanças. Amanhã os frutos serão colhidos, e temos que semear o que de bom há em nós.
Deixe-me ir, o "agora" me espera.
Crônica Mendes
terça-feira, 22 de maio de 2012
O show não pode parar
Este foi nosso show no Jd Adalberto Roxo na cidade de Araraquara, onde fomos recebidos pela comunidade, pelo Hip Hop com o grupo Fruto Negro e pelo samba com a Escola Gaviões D Selmi Dei.
Obrigado a todos(as) pelo carinho e energia positiva. Vocês fazem parte doque somos.
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